Vendas online do Magalu revertem queda em setembro de recorde comercial
O avanço ocorreu em um mês de retração do varejo brasileiro, que registrou queda real de 3,9% na comparação anual, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado. O desempenho do Magazine Luiza contrasta com o cenário setorial, embora os indicadores utilizem bases distintas. As informações sobre o recorde e a retomada digital foram divulgadas pelo Radar Econômico, da VEJA.
Vendas online do Magalu revertem trajetória de queda
A recuperação digital ganha relevância diante dos resultados anteriores. No segundo trimestre, o comércio eletrônico do Magazine Luiza havia registrado queda de 11,9%, enquanto as lojas físicas cresceram 10,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Naquele intervalo, as vendas digitais somaram R$ 9,3 bilhões, equivalentes a 64,3% do volume total comercializado pela companhia. Um ano antes, essa participação era de 69,3%, indicando uma perda de cinco pontos percentuais.
A retração atingiu tanto as operações próprias quanto o marketplace. As vendas digitais com estoque próprio caíram 11,5%, enquanto as realizadas por vendedores parceiros diminuíram 12,6%, conforme o balanço do segundo trimestre.
O crescimento das vendas online do Magalu em setembro representa uma mudança em relação ao desempenho trimestral anterior. Entretanto, a apuração divulgada não apresenta percentuais de crescimento nem detalha a contribuição de cada modalidade digital para o recorde mensal.
Marketplaces rivais ampliam presença comercial do Magalu
A companhia também vem diversificando os canais de comercialização. Em setembro, firmou parceria com o Mercado Livre para disponibilizar aproximadamente 27 mil produtos de seu estoque próprio na plataforma concorrente.
Em outubro, o Magazine Luiza fechou outro acordo, desta vez com a Shopee, para comercializar produtos diretamente no marketplace. Como a parceria foi divulgada após setembro, não pode ser associada ao recorde daquele mês.
A expansão permite que o Magalu alcance consumidores fora de seus canais próprios, mas ainda não existem dados que comprovem a participação dessas operações no crescimento das vendas online do Magalu em setembro.
Recorde comercial ainda não comprova recuperação financeira
O resultado de setembro contrasta com o desempenho financeiro apresentado anteriormente. No segundo trimestre, o Magazine Luiza registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 50,4 milhões, revertendo o lucro ajustado de R$ 1,8 milhão apurado no mesmo período de 2025.
O crescimento comercial, portanto, não permite concluir que a companhia tenha recuperado sua rentabilidade. Essa avaliação depende de informações sobre margens, despesas e resultados trimestrais posteriores.
Para verificar se a recuperação das vendas online do Magalu representa uma tendência mais duradoura, será necessário acompanhar os próximos demonstrativos da companhia, especialmente a evolução do comércio eletrônico e sua contribuição para o resultado operacional.
