Marquise sobe 12 posições entre as maiores construtoras do Brasil em 2026

A Marquise Infraestrutura conquistou a 9ª colocação no Ranking da Engenharia Brasileira 2026, da revista O Empreiteiro. Assim, passou a integrar o grupo das dez maiores construtoras do Brasil na classificação. A empresa do Grupo Marquise avançou 12 posições em relação à edição anterior. Por isso, ampliou seu destaque no levantamento nacional.
O reconhecimento ocorreu em São Paulo, após o 9º Fórum Infra 2026-2028. Além da conquista, a companhia mantém uma carteira de projetos ferroviários, portuários e hídricos em diferentes estados. Essa carteira ajuda a compreender a diversidade de sua atuação na engenharia brasileira.
O que representa a posição da Marquise no ranking nacional
A presença entre as maiores construtoras do Brasil coloca a Marquise Infraestrutura entre as primeiras colocadas da edição de 2026. Entretanto, a classificação não equivale a indicadores de lucratividade ou produtividade. Também não permite identificar a quantidade de obras concluídas. Essas informações não foram apresentadas no release.
Para Carla Pontes, co-CEO do Grupo Marquise, o avanço reflete capacidade técnica, planejamento e disciplina de execução. A executiva destaca que a companhia vem ampliando sua atuação em obras de alta complexidade, especialmente nos segmentos de logística, mobilidade e resiliência hídrica.
Transnordestina e Pecém concentram projetos de infraestrutura logística
Na Ferrovia Transnordestina, a Marquise Infraestrutura executa nove lotes, que abrangem aproximadamente 430 quilômetros do corredor ferroviário, segundo informações da empresa. A dimensão dessa frente de trabalho evidencia a escala operacional da companhia, embora não seja possível determinar quanto esses contratos contribuíram para sua classificação nacional.
No Ceará, a construtora também atua na ligação ferroviária ao futuro TUP Nelog e no Píer Zero da Eneva, no Complexo do Pecém. Os empreendimentos estão associados à infraestrutura de transporte e movimentação de cargas. No entanto, o release não detalha o estágio de conclusão de cada projeto. Também não detalha seus resultados econômicos.
Projetos hídricos ampliam a presença da construtora em diferentes estados
A carteira da Marquise inclui ainda a Dessal do Ceará, em Fortaleza, as barragens de Pedreira e Duas Pontes, em São Paulo, o Canal Acauã, na Paraíba, o Eixão das Águas, no Ceará, e obras do sistema de abastecimento do Rio Manso, em Minas Gerais. Esses empreendimentos ampliam a presença da companhia em projetos de infraestrutura hídrica em diferentes regiões do Brasil.
Diferentemente das intervenções ferroviárias e portuárias, esses projetos estão relacionados à infraestrutura de abastecimento e gestão de água. A distinção evidencia a diversidade de especialidades técnicas da construtora, sem pressupor que todos os empreendimentos estejam no mesmo estágio de execução.
Renan Carvalho, diretor-presidente da Marquise Infraestrutura, destaca que projetos como a Transnordestina, o Pecém e as obras hídricas exigem soluções técnicas específicas, equipes experientes e disciplina de execução. Segundo ele, escala, planejamento e capacidade operacional precisam caminhar juntos para atender às exigências desses empreendimentos.
Com mais de cinco décadas de atuação, o Grupo Marquise reúne negócios em infraestrutura, incorporações, engenharia e soluções ambientais. Em 2025, contava com mais de 10 mil colaboradores, conforme informações institucionais fornecidas pela companhia.
Para quem acompanha as maiores construtoras do Brasil, a próxima edição do ranking permitirá verificar se a Marquise mantém ou altera sua posição. Até lá, o avanço registrado em 2026 permanece como resultado confirmado. Enquanto isso, a ausência de valores financeiros no release impede quantificar a variação de receita ou rentabilidade da empresa.
