Mercado Livre amplia domínio em mercado de galpões que reúne Amazon e gigantes da logística

O Mercado Livre contratou 417 mil m² em galpões logísticos no terceiro trimestre de 2026 e ampliou sua área ocupada no Brasil para 3,7 milhões de m². O avanço, identificado pela Binswanger Brazil, reforça uma liderança que já ultrapassava a estrutura de grandes empresas do varejo e da distribuição.
A dimensão dessa vantagem aparece em um levantamento anterior da Newmark. Em 2025, os galpões logísticos do Mercado Livre ocupavam 2,5 milhões de m², superando a soma das áreas utilizadas por Amazon, Magazine Luiza e Luft Logistics.
As três empresas reuniam aproximadamente 2,16 milhões de m². A diferença de 340 mil m² evidencia a escala da operação imobiliária do Mercado Livre, que continuou ampliando suas contratações em 2026.
Mercado Livre supera Amazon, Magalu e operadores logísticos
Um levantamento da consultoria imobiliária Newmark mostra que a liderança do Mercado Livre não se limita à concorrência entre plataformas de comércio eletrônico. Empresas especializadas em transporte, armazenamento e distribuição também aparecem entre os maiores ocupantes de galpões do país.
Na pesquisa referente a 2025, a Luft Logistics ocupava 980 mil m², enquanto a Amazon utilizava 658 mil m² e o Magazine Luiza, 522 mil m².
Outras empresas também mantinham operações expressivas:
- DHL: 377 mil m²;
- GrupoSC: 363 mil m²;
- Ambev: 330 mil m²;
- Coca-Cola FEMSA/Solística: 297 mil m²;
- Assaí Atacadista: 278 mil m².
A comparação mostra que os galpões logísticos do Mercado Livre já tinham uma escala superior à de grandes operadores especializados em distribuição. Isso não significa, porém, que a empresa tenha maior capacidade de transporte ou eficiência nas entregas. A pesquisa mede a área ocupada em condomínios logísticos, não o desempenho operacional das companhias.
Galpões logísticos do Mercado Livre representam custo bilionário
A dimensão financeira dessa estrutura também chama atenção. Segundo levantamento da SiiLA, publicado em setembro, o Mercado Livre ocupava aproximadamente 2,99 milhões de m² em condomínios logísticos monitorados pela consultoria no segundo trimestre.
Com base nos valores de mercado dos empreendimentos, a SiiLA estimou um custo de locação de R$ 93,35 milhões mensais, equivalente a cerca de R$ 1,12 bilhão por ano.
A estimativa considera apenas os espaços incluídos na pesquisa. Na mesma base, a Amazon ocupava 685 mil m² e o Magazine Luiza, 517 mil m². O Mercado Livre tinha, portanto, investimento em uma área aproximadamente 2,5 vezes maior que a soma dessas duas empresas.
Os números diferem dos apresentados pela Binswanger porque as consultorias utilizam critérios próprios de classificação e cobertura dos empreendimentos.
Novas contratações ampliam presença do Mercado Livre
O levantamento mais recente da Binswanger mostra que o Mercado Livre realizou 14 locações entre julho e setembro, das quais 272 mil m² estavam concentrados no estado de São Paulo.
A expansão ocorre em um mercado com poucos espaços disponíveis. A taxa de vacância dos galpões de alto padrão caiu para 4,9%, enquanto o preço médio pedido de locação alcançou R$ 35,15 por metro quadrado.
Nesse cenário, os galpões logísticos do Mercado Livre representam uma das maiores estruturas imobiliárias de distribuição do país. A continuidade dessa expansão, portanto, dependerá de novas contratações e da disponibilidade de empreendimentos adequados às operações da companhia.
