Rede Pauta Brasil leva manifesto da CACB a associações de três estados
O lançamento reuniu cerca de 330 presidentes de federações e associações comerciais, segundo a CACB. Apresentada após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, a carta aberta defende liberdade econômica, respeito às instituições e valorização do trabalho, sem mencionar candidatos ou partidos.
Rede Pauta Brasil conquista adesões em diferentes regiões
A Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) formalizou sua adesão em 6 de outubro, conforme comunicado divulgado no dia seguinte. A Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo (ACIANF) também confirmou a assinatura, enquanto a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) passou a integrar o grupo de signatários.
Em Minas Gerais, a Federaminas convocou associações comerciais e empresários a conhecer e assinar o documento. A mobilização estadual não significa, entretanto, que todas as entidades convidadas tenham aderido formalmente à proposta.
A articulação conta com a estrutura da CACB, que representa cerca de 2,3 mil associações comerciais e empresariais no Brasil. Essa rede oferece canais para divulgar o manifesto em diferentes municípios, embora o número de entidades representadas não corresponda à quantidade de assinaturas registradas.
Presidente da ACC aponta desafios para transformar propostas em ações
O manifesto aborda simplificação tributária, redução da burocracia e segurança jurídica. Para os pequenos empresários, esses temas envolvem obrigações fiscais, procedimentos administrativos e previsibilidade para operar. A carta não altera essas condições, mas coloca demandas do ambiente de negócios no debate nacional.
Em entrevista ao Economic News Brasil, João Porto Guimarães, presidente da Associação Comercial do Ceará (ACC), destacou que o principal desafio está na implementação das propostas, especialmente para os pequenos negócios.
“O maior desafio é converter propostas em ações concretas, especialmente para os pequenos negócios, com menos burocracia, acesso ao crédito, segurança jurídica e melhores condições para empreender.”
Na avaliação de Guimarães, a atuação das associações comerciais também depende de independência e articulação coletiva diante da polarização política. “O setor empresarial tem força para influenciar decisões e cobrar compromissos dos candidatos.”
O presidente da ACC acrescentou que essa participação exige mobilização, diálogo e acompanhamento das propostas, para que o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e o fortalecimento das empresas sejam considerados nas prioridades do próximo governo.
CACB reúne lideranças e abre participação a cidadãos e empresas
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, destacou durante o lançamento a importância da participação das entidades nas discussões nacionais. “É uma forma de o sistema associativo se posicionar diante das questões que hoje envolvem o nosso país”, afirmou.
Também participaram do encontro Guilherme Afif Domingos, presidente emérito da CACB, e Ana Claudia Badra Cotait, presidente nacional do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), além de representantes de federações e associações comerciais de diferentes regiões.
A Rede Pauta Brasil permite a participação de pessoas físicas e jurídicas, mediante identificação por CPF ou CNPJ, no endereço redepautabrasil.com.br. A plataforma reúne os nomes dos signatários que autorizaram sua divulgação pública.
A assinatura individual estabelece duas formas distintas de participação: a adesão institucional de empresas e entidades e a manifestação pessoal de cidadãos. Por isso, a lista pública não deve ser interpretada automaticamente como uma relação de associações representadas pela CACB.
A Confederação também pretende apresentar uma agenda de governo construída a partir das demandas dos empreendedores. A avaliação de João Porto Guimarães acrescenta uma questão prática a esse próximo passo: acompanhar se as propostas serão formalizadas e discutidas com a futura administração federal. Até agora, as adesões confirmadas representam o resultado documentado da mobilização, sem comprovar mudanças na legislação ou efeitos econômicos decorrentes do manifesto.
