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PF mapeia rede de influência: O “Caso Master” e a Política

Novas evidências sugerem que Vorcaro utilizou recursos do banco para financiar uma estrutura de blindagem política e intimidação, atingindo órgãos de controle e o sistema bancário.

Brasília — A análise dos materiais apreendidos pela Polícia Federal revela que o Banco Master mantinha relações estreitas com parlamentares e influenciadores digitais. Segundo a coluna de Ana Flor, o objetivo dessa rede era duplo: pressionar o Banco Central para evitar intervenções e garantir apoio político no Congresso Nacional.

Os principais eixos da investigação:

  • Contratação de Influenciadores: A PF investiga o repasse de verbas para criadores de conteúdo que tinham a missão de orquestrar ataques coordenados à credibilidade do Banco Central e de seus diretores. A estratégia visava desviar o foco das irregularidades contábeis do próprio Master.

  • O Caso BRB: Um dos desdobramentos mais graves envolve o BRB (Banco de Brasília). Investigadores apontam que o ex-presidente da instituição teria negociado uma propina estimada em R$ 146,5 milhões com Vorcaro, em um esquema de investimento cruzado que lesou os cofres públicos do DF.

  • A “Bancada do Master”: Relatórios de inteligência indicam que Daniel Vorcaro mantinha diálogos frequentes com políticos para influenciar projetos de lei e decisões administrativas. A PF busca agora identificar se essas relações envolveram pagamentos diretos de propina ou caixa dois para campanhas eleitorais.

Desdobramentos no STF

O caso é acompanhado de perto pelo ministro André Mendonça e tem gerado embates no Supremo. Recentemente, o STF discutiu a validade de delações premiadas fechadas apenas pela PF no âmbito deste caso, o que pode anular ou reforçar as provas contra o núcleo político do esquema.

Por: Lara Abreu Fonte: G1

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