Política

Pesquisa AtlasIntel para presidente: Lula tem 43,4%, Flávio 33,7% e Cury sobe para 7,8%

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a Presidência da República mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, com 43,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 33,7%. A principal mudança em relação ao levantamento anterior é o crescimento de Augusto Cury (Avante), que passou de 1,6% para 7,8% e assumiu numericamente a terceira posição.

O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (31) e mostra uma redução nas intenções de voto dos dois primeiros colocados. Lula tinha 44,9% na pesquisa anterior, realizada em julho, e caiu 1,5 ponto percentual. Flávio Bolsonaro passou de 35,8% para 33,7%, uma redução de 2,1 pontos.

Cury, por outro lado, avançou 6,2 pontos percentuais em aproximadamente um mês. O candidato do Avante ficou próximo de Renan Santos (Missão), que aparece com 7,6%, diferença de apenas 0,2 ponto percentual entre os dois.

Augusto Cury avança para a terceira posição

O crescimento de Augusto Cury é o principal movimento registrado no levantamento. Em julho, o escritor tinha 1,6% e ocupava a sétima colocação, atrás de Samara Martins (UP). Agora, com 7,8%, aparece numericamente em terceiro lugar.

A pesquisa também apresenta recortes sobre o desempenho de Cury. O candidato chega a 19,8% entre eleitores de 25 a 34 anos, faixa em que registra seu melhor resultado. Nesse grupo, Lula tem 29,3%, Flávio Bolsonaro aparece com 28,1% e Renan Santos soma 17%.

Cury também apresenta percentuais acima de sua média entre homens, com 8,7%, e entre eleitores com ensino médio, também com 8,7%. Entre pessoas com renda de até R$ 2 mil, chega a 14,7%, enquanto registra 13% entre eleitores evangélicos.

Por escolaridade, o candidato tem 17% entre aqueles que concluíram o ensino superior, 14% entre os que possuem ensino médio e 3% entre os eleitores com ensino fundamental. Na divisão por renda, alcança 17% entre entrevistados que recebem mais de cinco salários mínimos e 8% entre aqueles com renda de até um salário mínimo.

O desempenho de Cury também é maior entre os entrevistados que desaprovam o governo Lula. Nesse grupo, ele aparece com 17%, atrás de Flávio Bolsonaro, que concentra 62%. Entre os que aprovam a gestão do presidente, Lula chega a 81%, enquanto Cury registra 5%.

O crescimento do candidato também foi observado nas redes sociais. Segundo informações atribuídas às campanhas adversárias no material da pesquisa, Cury ganhou 2,1 milhões de seguidores no Instagram em três dias na semana anterior. O mesmo movimento não teria ocorrido no X e no YouTube, o que provocou questionamentos entre adversários.

Lula mantém liderança no primeiro turno

Além de Lula, Flávio Bolsonaro, Cury e Renan Santos, o levantamento registra Ronaldo Caiado (PSD) com 3,3% das intenções de voto. Pablo Marçal (PRTB) aparece com 1,9%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 1%, e Samara Martins, com 0,9%.

Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilton Grassi (Democrata) aparecem com 0,1% cada. Brancos e nulos somam 0,1%, enquanto 0,2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Na comparação com julho, Caiado oscilou de 3,1% para 3,3%, enquanto Renan Santos passou de 7,8% para 7,6%. Zema caiu de 2,8% para 1%, e Samara Martins recuou de 2,1% para 0,9%.

Lula vence Flávio Bolsonaro no segundo turno

A pesquisa AtlasIntel também simulou possíveis disputas de segundo turno. No confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47,1% das intenções de voto, contra 42,6% do senador. Brancos, nulos ou entrevistados que não souberam responder somam 10,3%.

Em julho, Lula tinha 49,2% nesse cenário, enquanto Flávio registrava 42,9%. Assim, a vantagem do petista passou de 6,3 para 4,5 pontos percentuais.

Lula também aparece à frente nos demais cenários de segundo turno testados pelo instituto. Contra Ronaldo Caiado, o presidente registra 46,6%, enquanto o ex-governador de Goiás tem 41%. A diferença é de 5,6 pontos.

Na simulação contra Romeu Zema, Lula aparece com 47%, ante 40,7% do candidato do Novo. Já diante de Renan Santos, o petista soma 47,5%, enquanto o candidato do Missão tem 26%.

No cenário Lula x Caiado, os votos brancos, nulos ou de entrevistados que não souberam responder representam 12,3%. O mesmo percentual aparece no confronto com Zema. Contra Renan, esse grupo chega a 26,6%.

Evolução das simulações de segundo turno

Os números mostram oscilações ao longo das rodadas da pesquisa. No cenário contra Flávio Bolsonaro, Lula tinha 46,2% em fevereiro, passou para 46,6% em março, 47,5% em abril, 48,8% em junho e 49,2% em julho, antes de chegar aos 47,1% atuais.

Flávio, por sua vez, registrou 46,3% em fevereiro, 47,6% em março, 47,8% em abril, 42,3% em junho, 42,9% em julho e 42,6% na rodada de agosto.

A parcela de brancos, nulos ou que não souberam responder ficou em 7,5% em fevereiro, 5,8% em março, 4,7% em abril, 8,9% em junho, 7,9% em julho e 10,3% em agosto.

Flávio Bolsonaro aparece com maior rejeição

A pesquisa também perguntou aos entrevistados em quais políticos eles não votariam de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro apresentou o maior índice de rejeição, com 52,7%, seguido por Lula, com 52%.

Renan Santos aparece com 43,1% de rejeição, Jair Bolsonaro (PL) tem 41,3%, Pablo Marçal registra 40,1%, Romeu Zema soma 33,9% e Ronaldo Caiado, 28,6%.

Augusto Cury aparece com 18,5%. O candidato não havia sido incluído nessa pergunta na pesquisa de julho.

Em relação ao levantamento anterior, a rejeição de Lula subiu de 49,4% para 52%, enquanto a de Flávio Bolsonaro permaneceu praticamente estável, passando de 52,9% para 52,7%.

Renan Santos teve aumento de 38% para 43,1%. Jair Bolsonaro caiu de 42,6% para 41,3%. Zema recuou de 37,7% para 33,9%, e Caiado passou de 33,3% para 28,6%.

Metodologia da pesquisa AtlasIntel

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi realizada entre os dias 25 e 30 de agosto, com 5.014 entrevistados de 16 anos ou mais. O recrutamento ocorreu de forma digital e aleatória, com participantes de todas as regiões do Brasil recrutados organicamente durante a navegação na internet.

A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07972/2026.

Os resultados representam a fotografia das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e podem variar em levantamentos posteriores.

GC+

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