Economia e Empreendedorismo

Páscoa antecipada e guerra das ‘collabs’: como marcas vão fisgar o consumidor em 2026

Para driblar a alta dos insumos, marcas antecipam a chegada dos ovos às gôndolas e apostam em parcerias licenciadas para garantir o faturamento do ano.
Supermercado em Brasília preparado para a Páscoa (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Supermercado em Brasília preparado para a Páscoa (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).
A temporada mais doce e lucrativa para o mercado de chocolates, a Páscoa, está a pleno vapor. Para captar a atenção do consumidor, a estratégia da indústria neste ano incluiu a antecipação das vendas online e dos produtos nas gôndolas, o aumento da variedade de opções e a aposta em “collabs” – parcerias entre marcas para impulsionar os produtos com itens colecionáveis e licenciados.

Neste ano, a indústria está colocando na praça 700 produtos de Páscoa – 14% a mais que em 2025, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). O desafio será atrair o consumidor em meio à alta da inflação e dos preços dos insumos – já que a recente queda na cotação do cacau e açúcar ainda não refletiu na indústria.

O peso do ciclo de produção

O principal motivo para a estabilidade dos preços, mesmo com o alívio recente nas cotações das matérias-primas, é o longo ciclo de produção inerente à indústria chocolateira. O planejamento fabril e a compra de insumos ocorrem com grande antecedência, momento em que o cenário de custos era outro.

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