Desacerto nas contas públicas.
É cada vez mais evidente o desalinho entre arrecadação, gestão pública e resultados concretos para a população. O Brasil mantém uma carga tributária elevada, mas ainda enfrenta gargalos históricos em infraestrutura, saúde, segurança, logística e desenvolvimento econômico.
O cenário preocupa quando estatais acumulam prejuízos sucessivos, como ocorre com os Correios, enquanto a máquina pública segue ampliada por estruturas administrativas e ministérios cuja efetividade prática muitas vezes é questionada pela sociedade.
Representatividade institucional é importante, mas ela precisa estar acompanhada de metas, eficiência, transparência e impacto real na vida da população. Sem planejamento estratégico, controle de gastos e foco em produtividade, o país continua preso a um modelo caro e pouco eficiente.
O debate não deve ser ideológico, mas administrativo: como arrecadar melhor, gastar com responsabilidade e transformar impostos em crescimento econômico, competitividade e serviços públicos de qualidade.
O fechamento das em 2025 foi negativo, em razão, principalmente. O déficit do governo federal, que teve o crescimento das despesas maior que as receitas. O setor público consolidado, formado por União, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 55,021 bilhões no ano passado, que representa 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país).

Na comparação com 2024, houve crescimento no déficit. Em 2024, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 47,553 bilhões, 0,4% do PIB.
Fábio Tajra
Jornalista/Tec. em Marketing
