Economia

BTG comprou R$ 1,1 bilhão em carteiras do Master e parte delas está bloqueada

Compras, que nunca foram tornadas públicas, aconteceram a partir de debêntures, entre 2021 e 2023.

O banco BTG Pactual comprou R$ 1,150 bilhão em carteiras de crédito consignado do Credcesta, originadas pelo Banco Master, desde 2021. A instituição financeira de André Esteves foi, portanto, pioneira nesse tipo de transação. As compras nunca foram tornadas públicas e ocorreram a partir da negociação de debêntures.

A primeira aquisição, por R$ 303 milhões, partiu do próprio BTG, que depois passou a utilizar um fundo para comprar mais R$ 850 milhões em carteiras do Master.

Com a liquidação do banco de Daniel Vorcaro, o fundo já sofreu duas derrotas na Justiça e perdeu acesso aos créditos.

Levantamento feito pela coluna mostra que, no total, o BTG permitiu ao Master antecipar pelo menos R$ 1,66 bilhão com a venda de carteiras.

Era um negócio ganha-ganha: o Master se desfazia, com algum spread, de créditos que ele não tinha caixa suficiente para manter. E o BTG acessava carteiras do Credcesta com potencial de serem altamente lucrativas, exclusivas do Master.

Na última segunda-feira (13/4), Esteves disse publicamente que não tem interesse nos ativos do Master que estão com o BRB. O banqueiro, no entanto, não mencionou que o BTG ainda tem em estoque carteiras de mesma origem e perfil.

Procurado, o BTG não quis comentar.

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