Política

Bolsonaristas comemoram voto de Fux e veem brecha para recursos

Parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comemoraram e foram positivamente surpreendidos com o voto do ministro Luiz Fux no julgamento da trama golpista na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele já era considerado por bolsonaristas o magistrado que poderia abrir alguma divergência com Alexandre de Moraes, relator do caso, pelas indicações que deu até então, mas não esperavam que fosse desse tamanho.
Para eles, o posicionamento de Fux foi muito contundente e abre brecha para a defesa levar os questionamentos dele para o plenário. Como ele divergiu de Moraes em cinco das seis questões apresentadas pelas defesas dos réus, são os pontos que poderão ser questionados.
Outros disseram, reservadamente, que Fux expôs os colegas no que eles chamam de “julgamento político” e demonstrou que há “lucidez” no STF. E acham que o voto abre brecha para uma futura anulação do processo contra Bolsonaro e os demais réus.
O contato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP) na Casa Branca, Jason Miller, que é conselheiro do presidente Donald Trump, também vibrou com o voto de Fux. Nas redes sociais, ele escreveu que o ministro está “destruindo completamente” a argumentação de Moraes para condenar Bolsonaro.
O deputado comemorou, dizendo que o governo Trump acompanha de perto o voto do ministro divergente. Ao longo da tarde de ontem, Eduardo reiterou que o governo Trump aplicará a Lei Magnitsky, que promove amplas sanções econômicas e à qual Moraes foi submetido, a todos os ministros do STF que não apoiarem a causa.
O deputado está nos EUA promovendo uma campanha contra o Brasil como resposta ao que chama de caça às bruxas contra o pai. Além da punição a Moraes e da cassação do visto americano do ministro e de outros colegas do STF, logrou ver Trump aplicar sobretaxas às importações brasileiras que ameaçam bagunçar a economia.

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