Política

Bolsa Família, MEI, Monjaro e bets: as apostas de Lula na reta final da campanha

Governo acelera medidas de forte alcance popular enquanto pesquisas mostram disputa apertada com Flávio Bolsonaro no segundo turno.

A pouco mais de duas semanas do primeiro turno, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a agenda de medidas com impacto direto sobre renda, consumo e serviços públicos. Reajuste do Bolsa Família, promessa de canetas emagrecedoras no SUS e uma ofensiva contra os cassinos online se somam a iniciativas anteriores, como a proposta de ampliação do limite de faturamento do MEI.

Os movimentos ocorrem no momento em que Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) na maior parte dos cenários de primeiro turno, mas encontra uma disputa muito mais apertada quando os dois são colocados frente a frente.

Na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17), Lula tem 46% contra 44% de Flávio no segundo turno. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A AtlasIntel/Bloomberg trouxe um placar ainda mais estreito: Flávio marcou 47,2% e Lula, 46,8%, uma diferença de apenas 0,4 ponto percentual e também dentro da margem de erro.

Já a Quaest divulgada na segunda-feira (14) colocou Flávio numericamente à frente pela primeira vez em sua série, com 42% a 40% do petista. Os dois continuam tecnicamente empatados, mas em julho Lula tinha oito pontos de vantagem sobre o senador.

O quadro ajuda a explicar a importância política das medidas que passaram a ocupar a agenda do presidente. Elas atingem públicos diferentes, mas oferecem ao governo assuntos com efeito concreto e de compreensão imediata para levar à reta final da campanha.

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