Economia

Ações dominam investimentos de crianças e adolescentes na bolsa, mas FIIs ganham espaço

Ações lideram as carteiras de crianças e adolescentes, enquanto fundos imobiliários já alcançam mais da metade dos investidores menores de idade na B3.

Os investimentos de menores na bolsa já incluem ações de grandes empresas brasileiras e fundos imobiliários, dois produtos com riscos e características diferentes. Segundo levantamento divulgado pela B3 em 9 de outubro (9/10), quase 46 mil crianças e adolescentes possuem ações, enquanto aproximadamente 31,5 mil investem em fundos imobiliários (FIIs).

Investimentos de menores na bolsa incluem ações e fundos imobiliários

Petrobras e Vale estão entre as empresas presentes nas carteiras de crianças e adolescentes, segundo a B3. Ao comprar ações dessas companhias, os investidores passam a deter uma pequena participação em seus negócios, ficando expostos às oscilações do mercado.

Os fundos imobiliários, no entanto, oferecem uma alternativa diferente. Por meio da compra de cotas, é possível investir em fundos que aplicam recursos em imóveis ou ativos financeiros ligados ao setor, sem precisar adquirir uma propriedade diretamente.

Essa variedade amplia as possibilidades para menores que investem na bolsa, mas não elimina os riscos. As ações podem perder valor conforme o desempenho das empresas e as condições do mercado, enquanto os fundos imobiliários estão sujeitos a fatores como vacância, inadimplência, juros e desvalorização das cotas.

A presença dos dois produtos também não garante uma carteira diversificada. Para avaliar isso, seria necessário conhecer a distribuição do patrimônio entre os ativos, informação que o levantamento da B3 não apresenta.

ETFs ampliam alternativas, mas faltam dados sobre as carteiras

Além das ações e dos FIIs, a B3 identifica a presença de fundos de índice (ETFs) e recibos de ações estrangeiras (BDRs) entre os produtos mantidos por menores.

Os ETFs permitem investir em uma carteira vinculada a determinado índice, enquanto os BDRs representam valores mobiliários emitidos no exterior. Ambos ampliam as alternativas disponíveis, com fundos imobiliários mas também apresentam riscos que variam conforme o produto.

O levantamento, porém, não informa quantos menores possuem ETFs ou BDRs, nem quanto dos R$ 3,5 bilhões está distribuído entre as diferentes classes de ativos. Sem essa divisão, não é possível determinar se o patrimônio está concentrado em ações, fundos imobiliários ou outros produtos, o que limita a análise da diversificação dos investimentos de menores na bolsa.

Investimentos de menores na bolsa dependem de responsáveis legais

A expansão da base também exige atenção às condições de acesso. Crianças e adolescentes podem investir utilizando o próprio CPF, mas precisam do acompanhamento de seus representantes legais.

A abertura da conta ocorre em uma instituição financeira habilitada, mediante apresentação dos documentos exigidos. Cabe aos responsáveis considerar os riscos dos produtos e sua adequação aos objetivos financeiros.

Para as famílias, a principal distinção é que renda variável não garante preservação do capital, mesmo quando o investimento tem finalidade de longo prazo.

Assim, os investimentos de menores na bolsa oferecem diferentes formas de construir patrimônio, mas a escolha entre ações, FIIs e ETFs exige avaliar riscos, prazos e possibilidades de perdas. O levantamento da B3 confirma a presença desses produtos, sem demonstrar como cada família distribui seus recursos.

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