Acordo Mercosul-UE deve dobrar exportações de frutas do Ceará, projeta Alckmin
Com a queda imediata de tarifas para produtos como uva e prazos curtos para melão e melancia, o Ceará se consolida como hub estratégico para o mercado europeu.
Fortaleza — O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o Ceará é um dos estados que mais deve colher frutos (literalmente) com o novo tratado comercial entre os blocos. A eliminação progressiva de barreiras tarifárias coloca a produção cearense em pé de igualdade com concorrentes que já possuíam acesso preferencial à Europa, como Chile e Peru.
O Impacto no Campo Cearense
O Ceará já é um gigante na exportação de frutas, mas o acordo abre portas para um crescimento sem precedentes:
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Tarifa Zero: Algumas frutas, como a uva, passam a entrar no mercado europeu com imposto zero de imediato. Para o melão e a melancia (carros-chefe do Ceará), a desgravação ocorre em prazos escalonados, aumentando a margem de lucro do produtor local.
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Meta Ambiciosa: A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) projeta que o volume de exportações pode dobrar nos próximos anos. O objetivo é transformar o estado em uma potência logística global, aproveitando a infraestrutura do Porto do Pecém.
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Competitividade: Com o acordo, o custo de entrada na Europa cai drasticamente, permitindo que as frutas cearenses cheguem às prateleiras de 27 países com preços mais competitivos.
Visão de Futuro
Alckmin ressaltou que, além do agronegócio, o acordo deve impulsionar investimentos em tecnologia e sustentabilidade no estado. “O agro cearense terá um universo de alguns dos países mais ricos do mundo para vender sua produção com qualidade e selo de sustentabilidade”, afirmou o vice-presidente.
Por: Lara Abreu Fonte: Diário do Nordeste
