Internacional

Sem inspeção, caçada de Trump ao urânio do Irã vira jogo no escuro

Enquanto Trump e o secretário de Guerra falam em “cavar e retirar” o urânio iraniano, diplomatas e ex-técnicos da AIEA alertam: satélites não bastam e levará anos para reconstruir um quadro confiável do programa.

Os Estados Unidos dizem saber onde está enterrado o material nuclear mais sensível do Irã — e como recuperá-lo. Já os inspetores internacionais que viram esse urânio enriquecido pela última vez afirmam que isso está longe de ser certo.

Com boa parte da atenção mundial voltada para o Estreito de Ormuz e para o cessar-fogo frágil que, em grande medida, tem sido mantido nas últimas 48 horas, esse descompasso expõe a mudança de prioridades de Washington na guerra que iniciou: ninguém consegue, hoje, verificar a localização ou a condição de todo o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã — material que poderia ser usado em uma arma em questão de dias, se submetido a processamento adicional.

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