Economia e Empreendedorismo

Exportação bovina bate recorde em setembro

As exportações de carne bovina do Brasil atingiram um novo recorde mensal em setembro, superando a melhor marca anterior, registrada em julho deste ano: o país exportou 314,7 mil toneladas, um aumento de 25,1% em relação a setembro de 2024. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados na última segunda-feira (6).

Segundo os dados da Secex, em setembro, as exportações cresceram em todos os setores: Agropecuária aumentou US$ 1,03 bilhão (18,0%), Indústria Extrativa cresceu US$ 0,56 bilhão (9,2%) e Indústria de Transformação teve alta de US$ 0,42 bilhão (2,5%).
Os números apontam que, mesmo após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos em agosto, o país registrou avanço, se consolidando como maior exportador mundial de carne bovina.
De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o crescimento foi impulsionado pela diversificação dos destinos, com destaque para o México e pela expansão das vendas à China, principal compradora da carne brasileira.

Os dados da Abiec também destacam que, em setembro, o Brasil acumulou uma receita de R$ 2 bilhões em exportação da proteína. A China representou 53,85% das compras, seguida da Rússia, que totalizou 20,77% do mercado. Em agosto, haviam sido exportadas 299.449 toneladas de carne, com uma receita de R$ 1,60 bilhão.
EUA
A Abeic também apontou que de janeiro a agosto, os EUA importaram 209,1 mil toneladas (US$ 1,22 bilhão), alta de 71,5% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram 121 mil toneladas (US$ 725 milhões). O volume já se aproxima do total exportado em todo o ano passado (229 mil toneladas), destacando a relevância do mercado norte-americano e a importância de restabelecer plenamente as relações comerciais após o impacto do tarifaço.

Mais uma vez, os resultados reforçam a competitividade pela compra da carne bovina brasileira e a demanda global pela proteína segue elevada mesmo com as oscilações do mercado. Sinal de que o comércio internacional está se ajustando às novas condições impostas pelas tarifas norte-americanas, enquanto os EUA enfrentam restrições na oferta de gado e limitações na produção doméstica.

Antes das tarifas, em julho, o Brasil havia exportado 276,9 mil toneladas, então recorde histórico. Em agosto, o volume recuou para 268,6 mil toneladas, mas voltou a crescer fortemente no mês seguinte.
Na época da medida, o presidente da Abiec, Roberto Perosa, estimou que os embarques aos Estados Unidos caíram para cerca de 7 mil toneladas. A tarifa aplicada pelos norte-americanos sobre a carne bovina brasileira chega a 76,4%, somando uma sobretaxa de 50% à alíquota anterior de 26,4%.

Mesmo com o aumento do custo, o Brasil mantém as exportações para os EUA, apoiado na alta competitividade do produto e no cumprimento de contratos já firmados. Segundo a Abiec, os embarques incluem cortes de maior valor agregado e acordos assumidos anteriormente pelas empresas do setor.

Fonte: O Estado CE

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