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Produção de grãos no Brasil deve ser a maior da história em 2026, mas avanço fica concentrado na soja

A produção de grãos no Brasil caminha para um novo recorde histórico, mas o crescimento está cada vez mais concentrado na soja. Entenda por que arroz, trigo e milho seguem trajetória oposta e o que isso revela sobre a economia do campo.
A produção de grãos no Brasil deve alcançar o maior volume da história em 2025/26. As novas projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para uma colheita entre 350 milhões e 359 milhões de toneladas, acima das estimativas anteriores.
O avanço, porém, não ocorre de forma equilibrada. Enquanto a soja amplia participação e atinge novos recordes, culturas ligadas ao abastecimento interno, como arroz, trigo e parte da produção de milho, registram retração.

O resultado mostra um agronegócio mais forte nas exportações, mas também mais concentrado em uma única cultura, responsável por sustentar praticamente sozinha o crescimento da safra nacional.

Produção de grãos no Brasil depende cada vez mais da soja

A soja aparece como o principal motor da safra 2025/26. A Conab elevou a estimativa para 180 milhões de toneladas, enquanto o IBGE projeta aproximadamente 175 milhões, ambos os números em patamares recordes. O crescimento veio da combinação entre expansão de área plantada e ganhos de produtividade.

O peso da oleaginosa ficou ainda mais evidente porque as demais culturas relevantes não acompanharam o mesmo ritmo.

Entre os principais produtos agrícolas do país:

  • Soja: até 180 milhões de toneladas
  • Milho: 140,5 milhões de toneladas (-0,5%)
  • Arroz: 11,1 milhões de toneladas (-13%)
  • Trigo: 6,3 milhões de toneladas
  • Sorgo: 7,6 milhões de toneladas (+25%)

A concentração reforça a posição da soja como principal produto do agronegócio brasileiro e como um dos maiores geradores de receita com exportações.

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